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Meliponicultura

Meliponicultura no Pará: Nova Era para Produção Sustentável de Mel

Meliponicultura no Pará Nova Era para Produção Sustentável de Mel
Meliponicultura no Pará Nova Era para Produção Sustentável de Mel

Regulamentação Inovadora Impulsiona Criação de Abelhas Nativas sem Ferrão

O estado do Pará acaba de dar um passo significativo para o fortalecimento da bioeconomia local, com foco especial na produção de mel utilizando abelhas nativas sem ferrão (ANSF). A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) introduziu uma nova regulamentação que promete revolucionar o setor da meliponicultura - nome dado à atividade de criação dessas abelhas.

Esta nova legislação traz consigo uma série de benefícios:

  1. Simplificação do processo de licenciamento ambiental
  2. Incentivo à preservação das espécies de abelhas nativas
  3. Permissão para comercialização de colmeias, mel e subprodutos como própolis e cera
  4. Empoderamento dos pequenos produtores na cadeia produtiva do mel
  5. Agregação de valor aos produtos derivados da meliponicultura

A elaboração desta resolução contou com ampla participação do setor, incluindo produtores do Baixo Amazonas e representantes de diversas instituições e entidades relacionadas. Este processo colaborativo resultou em uma regulamentação que atende às reais necessidades dos meliponicultores.

Adcleia Pereira Pires, produtora experiente e fundadora do sítio Eiru Su, expressa sua satisfação com a nova regulamentação:

"Esta resolução não apenas oficializa nossa atividade, mas também nos orienta sobre como participar formalmente do mercado, garantindo nossos direitos e proporcionando segurança jurídica."

O Pará, lar de 119 espécies de abelhas nativas sem ferrão, vê nesta atividade uma oportunidade de conciliar produção sustentável e conservação ambiental. Estudos da Embrapa Amazônia Oriental indicam que a presença de colmeias pode aumentar significativamente a produtividade de culturas como o açaí, com incrementos entre 30% e 70%.

Rodolpho Zahluth Bastos, secretário-adjunto de gestão e regularidade ambiental da Semas, destaca o impacto positivo na bioeconomia:

"Nossa meta é impulsionar a economia do mel, facilitando a certificação de origem, agregação de valor e expansão de mercados, beneficiando especialmente médios e pequenos produtores."

Selma Santos, assessora da Secretaria Adjunta de Gestão e Regularidade Ambiental (Sagra), ressalta os benefícios adicionais:

"A regularização ambiental abre portas para financiamentos e certificações, valorizando os produtos da meliponicultura. Simultaneamente, preservamos conhecimentos tradicionais e garantimos a conservação do meio ambiente."

Esta nova regulamentação marca o início de uma era promissora para a meliponicultura no Pará, alinhando desenvolvimento econômico, sustentabilidade e valorização dos saberes locais.