Fertilizantes são produtos, de origem mineral ou orgânica, aplicados ao solo ou às plantas para fornecer nutrientes essenciais ao crescimento e à produção das culturas. Junto com sementes e defensivos, formam o principal grupo de insumos da agricultura e respondem por uma parcela relevante do custo de produção de grãos no Brasil.
Como funciona
As plantas precisam de macronutrientes em grande quantidade, sobretudo nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K), além de cálcio, magnésio e enxofre. Micronutrientes como boro, zinco, manganês e cobre são exigidos em doses pequenas, mas sua falta também limita a produção. A fórmula NPK indicada nas embalagens, como 04-14-08, informa a porcentagem de cada um dos três principais nutrientes.
Os fertilizantes minerais são obtidos de jazidas ou processos industriais: ureia e sulfato de amônio fornecem nitrogênio; superfosfatos e fosfato monoamônico (MAP), fósforo; cloreto de potássio, potássio. Os orgânicos incluem estercos, compostos, tortas vegetais e resíduos da agroindústria, que liberam nutrientes de forma mais lenta e melhoram a estrutura do solo.
A dose é definida a partir da análise de solo, da exigência da cultura e da produtividade esperada. A aplicação pode ser no sulco de plantio, a lanço em área total, em cobertura durante o ciclo ou via folha, com adubos foliares.
Por que importa para o produtor
Sem reposição de nutrientes, o solo se esgota e a produtividade cai a cada safra. Ao mesmo tempo, o Brasil importa a maior parte dos fertilizantes que consome, o que torna o preço sensível ao câmbio, ao frete marítimo e a crises nos países fornecedores. Comprar na hora certa e usar a dose correta afeta diretamente a margem.
O uso excessivo, além de encarecer a lavoura, pode contaminar águas superficiais e subterrâneas e aumentar emissões de gases de efeito estufa. Por isso, o manejo racional é tanto uma questão econômica quanto ambiental.
Na prática
Em uma lavoura de soja no Cerrado, o produtor normalmente corrige a acidez do solo com calcário, aplica fósforo e potássio na semeadura e dispensa o nitrogênio mineral graças à fixação biológica feita pelas bactérias do inoculante. No milho, ao contrário, a adubação nitrogenada de cobertura é uma das operações mais importantes do ciclo.
A agricultura de precisão permite aplicar fertilizantes em taxa variável, dosando conforme mapas de fertilidade de cada talhão. A Embrapa e as universidades publicam tabelas de recomendação por estado, e o MAPA regula o registro e a garantia de composição dos produtos comercializados. O governo federal mantém um plano nacional voltado a ampliar a produção interna de fertilizantes e reduzir a dependência externa.
Termos relacionados
- Análise de solo
- Calagem
- NPK
- Adubação de cobertura
- Agricultura de precisão