Pular para o conteúdo
Glossário

O que é Análise de solo

Análise de solo é o conjunto de exames laboratoriais realizados em amostras coletadas na lavoura ou na pastagem para determinar suas características químicas, físicas e, em alguns casos, biológicas. O resultado indica a acidez, os teores de nutrientes, a presença de alumínio tóxico e a textura, e serve de base para as recomendações de calagem e adubação. É a ferramenta fundamental para decidir quanto e o que aplicar em cada talhão.

Como funciona

Tudo começa pela amostragem. A área é dividida em glebas homogêneas, considerando tipo de solo, histórico de uso e relevo, e em cada uma são coletadas várias subamostras em zigue-zague, geralmente nas camadas de 0 a 20 cm e de 20 a 40 cm. As subamostras são misturadas para formar uma amostra composta, que é enviada ao laboratório. Uma amostragem mal feita compromete todo o resultado.

No laboratório, são medidos o pH, os teores de fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre e micronutrientes, a acidez potencial, a matéria orgânica e a capacidade de troca de cátions. A partir desses dados, calculam-se índices como a saturação por bases e a saturação por alumínio, que orientam a dose de calcário. A análise física determina a proporção de areia, silte e argila, que influencia a retenção de água e a resposta à adubação.

Por que importa para o produtor

Adubar sem análise significa trabalhar às cegas: pode-se aplicar nutriente que o solo já tem em excesso, desperdiçando dinheiro, ou deixar de corrigir uma deficiência que limita a produtividade. Com o fertilizante representando parcela grande do custo, a análise, que tem custo baixo, é o investimento com maior potencial de retorno na fase de planejamento da safra.

Repetida ao longo dos anos, a análise permite acompanhar a evolução da fertilidade, verificar se a adubação está repondo o que as colheitas retiram e evitar o esgotamento gradual de nutrientes como o potássio.

Na prática

Na agricultura de precisão, a amostragem é georreferenciada em grade, com uma amostra a cada poucos hectares, e os resultados geram mapas de fertilidade que orientam a aplicação de calcário e adubo em taxa variável. Essa prática é comum em lavouras de grãos do Mato Grosso, do Paraná e do Oeste da Bahia.

A Embrapa, o IAC e as universidades publicam manuais de interpretação e recomendação por estado e por cultura, e laboratórios participam de programas de controle de qualidade que asseguram a comparabilidade dos resultados. O momento ideal para a coleta é logo após a colheita, com tempo suficiente para aplicar o calcário antes do próximo plantio.

Termos relacionados