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Glossário

O que é Energia solar no campo

Energia solar no campo é o uso de painéis fotovoltaicos e outros sistemas de captação da luz do sol para gerar eletricidade ou calor em propriedades rurais. A tecnologia se difundiu com a queda no preço dos equipamentos e com a regulamentação da geração distribuída, que permite ao produtor gerar sua própria energia e compensar o consumo na conta de luz. No meio rural, a solar alimenta bombas de irrigação, cercas elétricas, ordenhadeiras, aviários e residências.

Como funciona

Os painéis fotovoltaicos convertem a luz em corrente elétrica contínua, que um inversor transforma em corrente alternada compatível com a rede e os equipamentos. No sistema conectado à rede, o excedente gerado durante o dia é injetado na rede da distribuidora e gera créditos que abatem o consumo em outros horários, inclusive à noite. No sistema isolado, comum em áreas sem rede elétrica, baterias armazenam a energia para uso posterior.

Há também aplicações térmicas, como aquecedores solares de água para laticínios e granjas, e o bombeamento solar direto, em que a bomba funciona apenas enquanto há sol, enchendo reservatórios que abastecem bebedouros ou irrigação por gravidade.

Por que importa para o produtor

A energia elétrica é um custo significativo em atividades como irrigação por pivô central, avicultura, suinocultura, produção de leite e armazenagem de grãos com secagem e aeração. Gerar a própria energia reduz esse custo e protege contra reajustes tarifários. Em regiões afastadas, onde a rede é instável ou inexistente, a solar viabiliza atividades que antes dependiam de geradores a diesel.

O investimento inicial é elevado, mas linhas de crédito do Plano Safra, como o Pronaf e programas de inovação, financiam a instalação. O retorno depende da tarifa local, da irradiação solar e do perfil de consumo, e o produtor deve dimensionar o sistema com base no histórico de contas de energia.

Na prática

No Nordeste, onde a irradiação é alta, sistemas fotovoltaicos alimentam a fruticultura irrigada do Vale do São Francisco e a caprinocultura no Semiárido, com bombeamento solar em poços e cisternas. No Sul e no Sudeste, granjas de aves e suínos e fazendas de leite instalam usinas de pequeno porte para cobrir o consumo de ventiladores, exaustores e tanques de resfriamento.

Cooperativas criaram usinas compartilhadas, em que vários associados dividem a geração de uma planta maior. A Embrapa e a Emater de diversos estados orientam sobre dimensionamento, e o Ministério de Minas e Energia e a Aneel regulam a compensação de créditos na geração distribuída.

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