Manejo de pastagem é o conjunto de práticas que o pecuarista adota para conduzir o crescimento do capim e o pastejo dos animais de modo a manter a produtividade da forragem ao longo do tempo. Envolve decisões sobre altura de entrada e saída do gado, lotação, adubação, descanso das áreas, controle de plantas invasoras e recuperação de solos degradados. É a base da pecuária brasileira, que cria a maior parte do rebanho a pasto.
Como funciona
O capim é uma planta que precisa rebrotar após ser pastejado. Se o animal consome a forragem antes que ela recupere suas reservas, a planta enfraquece e abre espaço para invasoras e solo descoberto. O manejo busca o equilíbrio: colocar o gado quando o capim atinge altura ideal para a espécie e retirá-lo antes que seja rebaixado demais. Os sistemas variam do pastejo contínuo, em que os animais permanecem na mesma área, ao rotacionado, em que a pastagem é dividida em piquetes usados em sequência, com períodos de ocupação e descanso.
A adubação, especialmente com nitrogênio, aumenta a produção de massa e permite lotações maiores. A correção do solo, a escolha de espécies adaptadas e o uso de cercas elétricas e bebedouros distribuídos completam o sistema. Na seca, a suplementação e o uso de forragem conservada reduzem a pressão sobre o pasto.
Por que importa para o produtor
Uma parcela expressiva das pastagens brasileiras apresenta algum grau de degradação, com baixa capacidade de suporte e perda de solo. Recuperar e manejar bem essas áreas permite produzir mais arrobas no mesmo espaço, reduzir o custo por animal e liberar terra para outras atividades, sem abrir novas áreas. O manejo também melhora a fertilidade do solo e o sequestro de carbono, temas cada vez mais presentes nas exigências de mercado.
Na prática
No Centro-Oeste, o pastejo rotacionado em capim Mombaça ou Tanzânia com adubação nitrogenada é usado em sistemas intensivos de recria e engorda. A integração lavoura-pecuária, com renovação do pasto após uma safra de soja ou milho, é uma forma consagrada de recuperar áreas degradadas em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. A Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande, desenvolve cultivares de braquiária e Panicum e recomendações de altura de manejo por espécie. Programas federais de agricultura de baixo carbono financiam a recuperação de pastagens.
- Altura de entrada e saída define a rebrota do capim.
- Pastejo rotacionado organiza ocupação e descanso.
- Adubação e correção do solo elevam a capacidade de suporte.
Termos relacionados
- Forragem
- Pastagem degradada
- Pastejo rotacionado
- Integração lavoura-pecuária-floresta
- Capacidade de suporte