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Glossário

O que é Xilema e floema

Xilema e floema são os dois tecidos condutores das plantas vasculares, responsáveis por transportar água, nutrientes minerais e açúcares entre raízes, caule, folhas e frutos. O xilema conduz principalmente água e sais minerais das raízes para cima; o floema distribui os açúcares produzidos na fotossíntese para as partes da planta que estão crescendo ou armazenando reservas.

Como funciona

O xilema é formado por células mortas, alongadas e ocas, que funcionam como tubos contínuos. A água sobe por eles puxada pela transpiração: quando as folhas perdem vapor pelos estômatos, cria-se uma tensão que arrasta a coluna de água desde as raízes. Esse fluxo é sempre ascendente e carrega consigo os nutrientes absorvidos do solo, como nitrogênio, potássio e cálcio.

O floema, por sua vez, é feito de células vivas. Os açúcares produzidos nas folhas, chamadas de fontes, são carregados para o floema e transportados até os drenos, que podem ser raízes, frutos, grãos, tubérculos ou brotos em expansão. Diferentemente do xilema, o fluxo do floema pode ir para cima ou para baixo, conforme a demanda da planta.

Em plantas lenhosas, o xilema forma a madeira, e o floema fica logo abaixo da casca. Por isso, o anelamento de um tronco, que remove a casca em volta, interrompe o floema e mata a planta aos poucos, embora a água continue subindo pelo xilema.

Por que importa para o produtor

Entender esses dois tecidos ajuda a explicar muitos fenômenos do dia a dia da lavoura. A deficiência de cálcio em frutos e folhas novas, por exemplo, ocorre porque o cálcio se move quase só pelo xilema e chega mal a órgãos que transpiram pouco. A relação fonte-dreno explica por que o enchimento de grãos depende de folhas sadias e por que o desfolhamento por pragas ou doenças reduz o rendimento.

Os tecidos condutores também são a rota de ação de muitos produtos. Herbicidas sistêmicos se movem pelo floema até as raízes de plantas daninhas; fungicidas e inseticidas sistêmicos são distribuídos pelo xilema; e vários patógenos, como bactérias e vírus, se espalham pela planta justamente por esses vasos.

Na prática

  • Na citricultura, a bactéria associada ao greening (HLB) coloniza o floema e obstrui o transporte de açúcares, o que explica os sintomas de amarelecimento e a queda de produção.
  • Na cana-de-açúcar e no café, o manejo da adubação e da irrigação no período de enchimento busca manter as folhas ativas como fonte para os drenos.
  • Em videiras e macieiras, a poda e o raleio de frutos são formas de ajustar a relação fonte-dreno e melhorar o tamanho e a qualidade da produção.
  • Murchas vasculares causadas por fungos como Fusarium bloqueiam o xilema e provocam o murchamento mesmo com solo úmido.

A anatomia dos vasos condutores é ensinada nos cursos de agronomia porque fundamenta diagnósticos de deficiências nutricionais, de doenças e de estresse hídrico.

Termos relacionados

  • Fotossíntese
  • Transpiração
  • Relação fonte-dreno
  • Produtos sistêmicos
  • Estresse hídrico